| r e n o v a t i o n |    S É C U L O  X I X 

Guimarães, 2015-2016

“(…) projetar, planear, desenhar, não deverão traduzir-se para o arquiteto na criação de formas vazias de sentido, impostas por capricho da moda ou de qualquer outra natureza. (...) deverão resultar, antes, de um equilíbrio sábio entre a visão pessoal e a circunstância que o envolve e para tanto deverá ele conhecê-la intensamente, tão intensamente que conhecer e ser se confundem. (…)”


As palavras de A. Loos, davam-me conforto para evitar o frívolo que invade o estado de alma dos gestores e a expectativa de consumidores dos espaços comerciais, especialmente dos noturnos. O projeto de interiores de um espaço noturno deve ser a extensão de uma identidade, de uma marca, de um nome, como espaço comercial que é.
Mais do que a expressão de uma sensibilidade estética, ou técnica por parte do autor do projeto de arquitetura, deve ser uma proposta extensível a todos os detalhes que constituem matéria, forma, imagem e modos de prestação de serviços. Em suma, a seleção de estratégias e instrumentos para conformar a identidade, seria, em minha opinião, uma revelação subliminar do nome - Século XIX.
A historiografia dos cafés, das mercearias e casas de vinho seriam o motivo do desenho. 

Não se corrige a história.  Corrigimos parte do edificado.

Invertemos a orientação do espaço. Naquilo que viria a ser a pista de dança demolimos dois pilares com 1,2 X 0,6 m de base, cada um. Descascámos sucessivos revestimentos até ao granito original enxertado com betão.
Conformámos os limites do espaço cénico com o mobiliário de exposição e de bar. Selecionámos os materiais em função do vernáculo: chão de madeira de pinho; Estremoz nos tampos de serviço; marcenaria esmaltada; candeeiros de latão. Pavimentámos com calçada de granito parte
do espaço exterior de acesso.

“(…) project, plan, design, should not become, for the architect, the creation of senseless forms imposed by fashion or any other whim. (...) they should be the result of a wise balance between the personal vision and the circumstance that involves it and so he must know it intensely, so intensely that knowing and being merge together. (…)”

The words of A. Loos, gave me comfort to avoid the frivolous that invades the soul of managers and the expectations of consumers in shopping centres, especially the nocturnal ones. The interiors' project of a nocturnal space must be the extension of an identity, of a brand, of a name, like the commercial space it is. More than the expression of an aesthetic sensitivity or construction technique, by the author of an architecture project, it must be a proposal that can be extended to all the details that comprise the material, form, image and how the services are provided.
In short, the selection of strategies and instruments to conform to the identity would be, I believe, a subliminal revelation of the name – Século XIX (19th Century).
The study of the history of cafés, grocers and taverns would be the reason for the design.


History cannot be corrected. We corrected part of the building.

We inverted the orientation of the space. We demolished two pillars with a 1.2 X 0.6 m base each, in what would be the dance floor. We peeled off successive layers of covering until we reached the original granite grafted with concrete. We brought the limits of the scenic space into line with the display furniture and the bar. We selected the materials depending on the place: wooden floor, Estremoz marble for the work surfaces, enamelled carpentry, brass lamps. We paved part of the exterior space with granite cobbles.

G A L L E R Y :

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