| r e n o v a t i o n |  O L Y M P I A  disco club 

Porto, 2013-2014

Desenhar uma discoteca assusta, pode ser perverso.

As exigências do público e o objetivo do cliente são inversos a muito daquilo em que acredito na arquitetura.
Keywords: diversão; vaidade; excesso; fantasia… e representação à procura de legitimidade.
Talvez como defendia A. Loos, austeridade e delito podem coexistir, dependendo do estado crítico da consciência sobre os factos. (Fui ler).


O Cinema Olympia foi inaugurado em 1912, as notícias anunciavam “instalações modelares, elegantes e luxuo-síssimas”. Ao longo dos seus 100 anos de existência foi alvo de diversas utilizações, restando apenas a fachada original.

Quando iniciámos o projeto, confrontámo‐nos com um interior anónimo, sem qualquer valor patrimonial. A alteração de utilização do edifício para discoteca não punha em causa o que restava do património de outrora.

 

Restauramos a fachada original, eliminamos as adulte-rações e adaptamos os seus interiores às exigências técnicas da nova utilização.
O edifício desenvolve‐se em três pisos: dois pisos acima da cota de rua e um piso abaixo.
O piso térreo e o primeiro andar são abertos ao público. O piso térreo é dedicado à restauração e fora de horas, à dança. O primeiro andar é ocupado pela administração, clubbing privado e eventos.


Uma casca em chapa de aço, sulcada pela luz com programação RGB, reveste os materiais de acondi-cionamento acústico desenrolados sobre as paredes exteriores. A densidade da chapa de ferro auxilia a absorção acústica - ajudou A. Loos!
Uma flor desenha os diversos tetos de diferentes formas. As portas exteriores foram acolchoadas. A fachada, relativamente bem conservada, foi alvo de uma limpeza, de reconstituição pontual de rebocos desagregados e de pintura.
Tendo como referência a rua Passos Manuel, optamos pela utilização de uma gama de cinzas claros, bem sedimentados nesta paisagem urbana, devolvendo ao Olympia a sua singularidade e destacando‐o dos tons ocres que o fundiam com o Coliseu.

Designing a disco is frightening, it may be perverse.
The demands of the public and the client's objective can be very different from what I believe in architecture.
Keywords: fun; vanity; excesses; fantasy... and rep-resentation searching for legitimacy.
Maybe as A. Loos said, austerity and crime can coexist, depending on the critical state of conscience about the facts. (I checked it).


The Cinema Olympia was opened in 1912, with the news-papers announcing "model, elegant and luxurious facilities”. Over its 100 years of existence, it has served various purposes and now only the original façade remains.

 

When we started the project, we were confronted with an anonymous interior with no heritage value. Changing the building into a disco did not call into question what was left of the heritage of the old days.


We restored the facade, eliminated the adulterations and adapted the inside to the technical requirements of its new purpose.
The building has three floors: two above ground level and one below. The ground floor and the first floor are open to the public.

The ground floor is dedicated to the dining area and later dancing. The first floor is used by the management, for private clubbing and events.


A shell of steel sheet grooved by RGB programmed lighting covers the acoustic materials covering the external walls. The thickness of the iron sheeting helps to absorb the sound –  A. Loos helped here!


A flower is depicted on the different ceilings in different forms. The exterior doors were padded. The façade, which was relatively well conserved, was cleaned with some repairs to the plaster and painting.


With Rua Passos Manuel as a benchmark, we opted to use a range of light greys, which suited this urban landscape, giving the Olympia its singularity back and distinguishing it from the ochre tones that blended in with the Coliseu.

G A L L E R Y :

Rua João Paulo II, n. 615, Trofa, Porto, Portugal.

 t. +351 252 414 729   m. +351 933 205 481   e. noarq@noarq.com

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