| r e n o v a t i o n |   J P C house

Trofa, 1996-2002

A história começa no verão de 96, transitava do 4º para o 5º ano de curso, desafiaram‑me, ripostando a uma crítica que fiz ao "projeto de engenheiro" para ampliação à casa de um tio.
O tempo passou devagar, um processo penoso…
O mundo da construção não se compadece com a ingenuidade. Culpas e méritos à parte, repartidos por técnicos, construtores e cliente, a todos agradeço o meu (atribulado) debute que é testemunho do empenho de cada um.
Neste momento a obra está habitada, mas permanece incompleta à espera dos painéis de proteção solar, projetados para cada um dos vãos da estrutura de ferro.
O pedido consistia na ampliação da casa.
A casa situava-se num lote de gaveto da urbanização, tendo o cliente adquirido os três lotes contíguos. O novo terreno era protegido a norte e nascente por um vasto maciço arbóreo e descoberto a sul. A moradia original correspondia a uma solução corrente dos anos oitenta, traço de desenhador.


A proposta assume duas posturas em conflito: uma integradora da preexistência e de reconciliação com o património regional; a outra de rutura de linguagem.
O conflito permanece.


A intervenção desenvolveu-se sobre a empena cega da casa, marcada pela incontornável presença do telhado de beirado. A ampliação da habitação submeteu-se à mancha de ocupação do lote prevista no Plano de Loteamento.
O novo espaço, com uma implantação de 6 x 15 m, incorpora, no rés-do-chão, do lado norte, a sala de jantar com ligação à cozinha existente e a sala de estar dividida pela chaminé da lareira.
A sala de estar é o espaço remanescente encerrado por aço e vidro, recortado pela extrusão de volumes maciços (quarto de casal e sala de jogos) que derivam da velha casa.

The story begins in the summer of 96, when I passed from the fourth to the fifth year of my course. I was challenged to respond to a criticism I had made of the "engineer like project" to expand an uncle's house.
Time passed slowly, it was a hard process.
The construction world has no compassion for ingenuity. Blame and merits aside, shared by experts, builders and the client, whom I all thank my (chequered) début, which is a token of everyone's commitment.


The work is still inhabited, but it remains incomplete, waiting for the solar protection panels that were designed for each of the spans of the iron structure.
The request consisted of expanding the house.
The house stands on the corner of the development and the client had bought three adjacent plots. The new land was protected to the north and east by a thick wood and open to the south. The original house was a common solution from
the 80s.

 


There were two very different proposals, one integrated the existing structure and reconciled it with the regional style, the other was a rupture in the language.

The conflict remains.


The intervention focussed on the blind gable of the house and the unavoidable presence of the eaves. The expansion of the house was governed by the occupation rules in the Development Plan.
The new space, measuring 6x15 metres had a dining room on the north side of the ground floor connected to the existing kitchen and a lounge divided by the fireplace chimney.
The lounge is the remaining space surrounded by steel and glass cut out by the extrusion of large volumes (master bedroom and games' room) that were part of the old house.

G A L L E R Y :

Rua João Paulo II, n. 615, Trofa, Porto, Portugal.

 t. +351 252 414 729   m. +351 933 205 481   e. noarq@noarq.com

© 2019, by NOARQ  |  no arquitectos lda

  • Facebook - Black Circle
  • Instagram - Black Circle
  • Twitter - Black Circle
  • LinkedIn - Black Circle